top of page

Cadernos da Fabi


Prólogo
PRÓLOGO: TUDO e NADA ...nada Nada Nada Nada. Nada… Nada? Nada… Nada, Ou Tudo?... Tudo. Tudo. Tudo… Tudo… Tudo! Tudo!! Tudo!!!!!! TUDO !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Outra vez. *** Houve uma vez uma espiral que não tinha começo nem fim, e ficava no meio do Nada. Indo e voltando sem parar por ela estava Tudo, que se expandia e retraia-se enquanto corria pela espiral, no começo imenso, no final absolutamente apertado e comprimido, tão pequeno e tão

Fabi Seppe
13 de jun.
CAPÍTULO I - Quando todos se encontram.
Afinal, a sexta feira. Maria Carolina levantou-se no último minuto possível e foi para o banheiro, onde olhou criticamente seus cabelos vermelhos, que, como sempre, estavam revoltos nas mais variadas direções. Deu de ombros, fez uma trança, vestiu-se, passou na cozinha onde pegou algumas bolachas, e saiu. Andando o mais rápido possível sem sair correndo, chegou à escola com o portão já quase fechado. Ignorando a cara feia do funcionário que todos os dias tentava deixá-la pa

Fabi Seppe
12 de jun.
CAPÍTULO 2 – As fotos de Tiago.
Ele provavelmente estava encrencado, mas ia pensar nisso só depois. Se ainda não podia ir embora de lá com Maria Carolina, aquele cara também não ia chegar perto dela de jeito nenhum. Ele não tinha passado o semestre inteiro pensando na menina para aquele imbecil chegar nela desse jeito, sem mais nem menos, em cinco minutos. E também não tinha gostado da cara dele: por enquanto era gratuito, mas não tinha nenhuma dúvida de que logo acharia motivos para detestar o cara con

Fabi Seppe
11 de jun.
CAPÍTULO 3 – Dois casais bem diferentes.
Naquela sexta-feira, Maria Cecília tinha acordado com uma tremenda dor de cabeça. Um dia antes tinha ido a uma festa, e festas sempre eram difíceis: ficou só o tempo suficiente para não ser deselegante, mas ao sair a cabeça já estava explodindo. Desde sempre, Maria Cecília via coisas que ninguém mais via: luzes coloridas ao redor de pessoas, animais e plantas, e isso dizia muito sobre elas, especialmente as pessoas. Conforme foi crescendo, seus pais notaram que ela muitas vez

Fabi Seppe
10 de jun.
CAPÍTULO 4 – O desvio na realidade.
Maria Carolina não tinha muita certeza sobre o que estava acontecendo, mas era muito bom: quando Tiago parou de repente na frente dela, e foi chegando perto, tão perto que ela conseguia enxergar o quão surpreendentemente escuros eram seus olhos, e sentiu o cheiro dele, a respiração dele passando pela boca entreaberta, tão próxima da dela, nem percebeu que foi ela quem o beijou primeiro. Imediatamente ele a estava abraçando, apertando, invadindo, ela querendo que ele nunca ma

Fabi Seppe
9 de jun.
CAPÍTULO 5 – O sonho, o baobá e o beijo no muro.
Maria Cecília chegou à sua casa sentindo-se péssima. Morava sozinha desde os vinte e quatro anos, quando seus pais, já aposentados, se mudaram para a praia. A casa era grande demais para ela, estava lá já havia sete anos, e começava a achar que talvez fosse hora de se mudar. Era tão enorme que, do jeito que estava se sentindo mal, entre parar o carro e chegar ao seu quarto pareceu levar a tarde inteira. Sem nem pensar em comer, procurou seus comprimidos para enxaqueca no banh

Fabi Seppe
8 de jun.
CAPÍTULO 6 – Sustos e sonhos.
Gabriel entrou na cozinha, e o que viu primeiro foi Tiago, que estava muito à vontade sentado à mesa e abraçando Carol: sua suposta melhor amiga, aliás, única amiga, tinha tido a coragem de omitir que tinha levado o cara para casa, e sabe-se lá o que mais tinha rolado naquela tarde desde a hora em que Tiago arrastou a menina para a rua sem nem dar tempo de ele se despedir direito dela. Ela estava muito vermelha; desgrudou dele e levantou-se. - Que bom que você veio. - ela vei

Fabi Seppe
5 de jun.
CAPÍTULO 7 – Beijos e auras
Sábado, vinte e cinco de Junho, seis horas da manhã. Carol estava acordada na cama, sem ter dormido a noite toda, olhando para o teto e pensando naquela visão causada pelo baobá, achando que podia muito bem estar enlouquecendo. Tiago estava no banheiro, escovando os dentes e avaliando se era ainda muito cedo para ligar para a Carol. Gabriel ainda estava dormindo, inquieto e rolando na cama, quase febril, sonhando e chamando por Miguel. Maria Cecília estava fazendo seu

Fabi Seppe
1 de jun.
CAPÍTULO 08 - Desmaios e reconciliações
Tiago acordou sentindo muita dor no cotovelo direito, e tentava abrir os olhos enquanto um homem discutia com Maria Lúcia. -Que loucura foi essa de contar e mostrar tanta coisa para eles sem ter o mínimo cuidado? Eles são praticamente crianças e não tem a menor noção do que são capazes! - Em primeiro lugar, lembre-se de com quem você está falando. – Era a voz fria de Maria Lúcia respondendo. A voz do homem soou mais respeitosa. - Desculpe, mas justamente por ser você eu me a

Fabi Seppe
31 de mai.
CAPÍTULO 09 - Os grilhões se abrem.
Júlio chegou à sua casa, e Marília não estava à vista em lugar algum, o que foi providencial, ou ela facilmente perceberia sua euforia. Ele precisava de tempo para se recompor. Sentou-se na sacada contemplando a paisagem tão urbana, cheia de construções, com tão pouca natureza entremeada; começou a meditar, olhando para os telhados e pensando na cidade, no país, continente, planeta, céu, galáxia, o universo; foi então além, até sentir que fazia parte de alguma coisa imensura

Fabi Seppe
31 de mai.
PARTE II – ÁSIA
PRÓLOGO – Oito mil, seiscentos e setenta e quatro anos atrás. Hanuman corria desabalado ao mesmo tempo em que derretia a neve espessa à sua frente, desesperado por chegar ao pequeno templo de pedra o mais rápido possível: os escuros estavam chegando e dizimando tudo pelo caminho, e sem ajuda seria impossível detê-los. Ultrapassou o pequeno portal e a viu sentada no lugar de sempre, serena, fitando o fogo que nunca se apagava. - Dil, eles chegaram, desta vez são muitos, e e

Fabi Seppe
30 de mai.
CAPÍTULO 1 - Sete mil, duzentos e vinte e dois anos atrás.
Hanuman já percorria aqueles territórios fazia perto de mil e quinhentos anos, descobrindo quem tinha poder, ensinando como usar, perpetuando o conhecimento, mas sempre, infalivelmente, surgiam os escuros querendo acabar com tudo. Claro que ele podia com todos eles, mas não tinha como estar em vários lugares ao mesmo tempo. Havia muitas lutas nos locais onde existiam pessoas com poder, e nem sempre acabavam bem, exatamente como naquele povoado ao qual ele acabara de chegar:

Fabi Seppe
29 de mai.
bottom of page
.png)